NUTRIÇÃO MATERNA – A GRAVIDADE DOS AGROTÓXICOS.

  
Histórico: Os agrotóxicos começaram a ser usados em escala mundial após a 1ª Grande Guerra. Vários serviram de arma química nas guerras da Coréia e do Vietnã, como o Agente Laranja, desfolhante que dizimou milhares de soldados e civis. Entrou no Brasil na década de 20.
 O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Gasta, anualmente, cerca de 2,5 bilhões de dólares nessas compras. Infelizmente, pouco se faz para controlar os impactos sobre a saúde dos que produzem e dos que consomem os alimentos impregnados por essas substâncias. No Brasil, hoje, estima-se que morrem 5.000 trabalhadores/ano, vítimas de agrotóxicos. (2004). 

Tanto os agrotóxicos utilizados para preservar a lavoura das pragas, quanto hormônios como o pseudoestrogênio – empregado nas criações com intenção de aumentar a maciez da carne – comprovadamente diminuem a produção de espermatozóides no homem. Há riscos de contaminação na ingestão de frutas, legumes e vegetais com agrotóxicos, bem como as carnes com alta concentração de hormônios femininos.

 Já os perigosos fungicidas – Maneb, Zineb e Dithane -, embora proibidos em vários países, são muito usados, no Brasil, em culturas de tomate e pimentão. O Dithane pode causar mutação e malformações no feto.

 O Gramoxone (mata-mato), é proibido em diversos países. No Brasil, é largamente usado no combate a ervas daninhas. Pode intoxicar crianças.

 Vários estudos feitos com trabalhadores demonstraram que há relação entre a exposição crônica a agrotóxicos e doenças, principalmente do sistema nervoso (central e periférico). 

 Em Lucas do Rio Verde, município situado a 350 km de Cuiabá, foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres atendidas pelo programa de saúde da família. A coleta foi feita entre a 3ª e a 8ª semana após o parto. Em 100% das amostras foi encontrado ao menos um tipo de agrotóxico. Em 85% dos casos foram encontrados entre 2 e 6 tipos. Entre as variáveis estudadas, ter tido aborto foi uma variável que se manteve associada à presença de três agrotóxicos.

 A substância com maior incidência é conhecida como DDE, um derivado de outro agrotóxico, o DDT, proibido pelo Governo Federal em 1998 por provocar infertilidade no homem e abortos espontâneos nas mulheres. (por Danielly Palma, mestranda do Prof. Wandeley Pignati.

 O DDT (inseticida organoclorado) foi banido em vários países, a partir da década de 70, quando estudos revelaram que os resíduos clorados persistiam ao longo de toda a cadeia alimentar. Estudos demonstraram que só são expelidos pelo leite materno, não saindo do organismo masculino.

Seria ideal alimentos orgânicos que são isentos de agrotóxicos; encontrados em alguns supermercados, mas o custo é ainda muito alto pata maior parte da população. 

Resta uma mobilização maior da população para exigir que os governantes proíbam estes agrotóxicos e todos os outros; por interesses “ocultos” as autoridades nunca aprovam as leis para proíbirem agrotóxicos no Brasil. 

INFORMAÇÕES: GREENPEACE.

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