APRENDENDO A COMUNICAÇÃO COM O BEBÊ.

  

Quando um bebê nasce ele tem uma linguagem própria. A mãe precisa aprender esta linguagem, quanto mais ela aprende que tais ou tais gestos representam isto ou aquilo, a criança precisa chorar menos como meio de comunicação. (BRAZELTON, 2010). Na verdade, a mãe presente e atenta ao filho em 3 meses aprende a linguagem dele. Esta comunicação fluente vai gerar uma criança confiante e tranquila, usando seu desenvolvimento cerebral ao máximo, pois não consome energia com irritação, medo e raiva. Quanto mais entendimento entre mãe e filho há, mais energia psíquica para pleno desenvolvimento cerebral e físico. Lembrar que até o primeiro ano 70% do cérebro que teremos na vida está pronto.

Para falar com seu bebê de alma para alma, para fazê-lo entender algo que está problemático na família, pois com o não dito ele acaba adoecendo, aprenda a conversar com seu filho na fase REM, veja abaixo como reconhecer.
Esse e outros temas sobre nascimento e início da vida no congresso gratuito de 23 a 29 de março, inscrições: http://vivalem.com.br/cinciv/?bv=6100689809833984 
Estados de Consciência – Ciclos
Em 1960 cientistas começaram a identificar que o cérebro dos recém-nascidos era desenvolvido além de um nível primitivo. Peter Wolff, psiquiatra infantil em Boston, trabalhou em lares com bebês recém-nascidos. Ele sentava-se demoradamente, discretamente, registrando cada ação dos bebês, acordados e adormecidos. Independentemente, Heinz Prechtl fez estudos semelhantes em Groningen, na Holanda, mas acrescentou registros da freqüência cardio-respiratória e ondas cerebrais. (KLAUS e KLAUS, 1989)
Reunindo os achados, os dois cientistas organizaram suas informações e descobriram a atividade cerebral do recém-nato. Eles perceberam que existiam seis estados de consciência diferentes, de acordo com o grau de vigília ou sono do bebê. Dois estados de sono: sono tranqüilo e sono ativo; três estados de alerta: inatividade alerta, alerta ativo, e choro; e um sexto estado que é o de torpor, uma transição entre sono e vigília. Cada um destes estados é acompanhado por comportamentos específicos e individuais. (KLAUS e KLAUS, 1989)
No estado de inatividade alerta, os olhos estão totalmente abertos, luminosos e brilhantes, neste estado os recém-nascidos conseguem brincar. Podem seguir uma bola vermelha, selecionar figuras e até imitar a face da mãe. Logo após o nascimento, os bebês têm um período prolongado de inatividade alerta, durante os quais eles olham diretamente para a face e para os olhos da mãe e do pai e podem responder a vozes. Neste estado, a atividade motora está suprimida e toda a energia do bebê parece estar canalizada para ver e ouvir. Durante a primeira semana de vida, o bebê normal passa aproximadamente dez por cento de qualquer das 24 horas do dia neste estado, o que lhe permite captar muita coisa e ter condições de se adaptar ao ambiente. (KLAUS e KLAUS, 1989)
Durante o estado de alerta ativo, ocorrem movimentos mais freqüentes dos olhos; os olhos olham em torno e os bebês emitem alguns sons. Este estado aparece antes de se alimentar ou quando ele está inquieto além de surgirem movimentos a cada um ou dois minutos: braços, pernas, corpo, face. (KLAUS e KLAUS, 1989)
O estado de choro, que é uma forma de comunicação, indica fome ou desconforto: os olhos podem estar abertos, ou firmemente fechados, a face contorcida e vermelha, braços e pernas movem-se vigorosamente. Muitas mães conseguem alterar este estado, segurando os bebês, acariciando-os, colocando-os no colo, na vertical. (KLAUS e KLAUS, 1989)

No estado de torpor, quando o bebê está adormecendo, ele pode continuar a mover-se, sorrindo, franzindo as sobrancelhas ou mexendo os lábios. O olhar está apático, sem focalizar nada. As pálpebras pendem e antes de fechá-las os olhos podem girar para cima. (KLAUS e KLAUS, 1989)
Logo após o nascimento, o bebê dorme aproximadamente 90% do dia ou da noite; frequentemente adormece durante a amamentação. Metade deste período de sono é passado em sono ativo e a outra metade em sono tranqüilo; estes estados se alternam a cada 30 minutos. (KLAUS e KLAUS, 1989)

No sono tranqüilo, a face do bebê está relaxada e as pálpebras estão fechadas e imóveis. Não há movimentos do corpo, exceto raros sobressaltos e movimentos leves da boca. Ele está em total repouso e a respiração é muito regular. (KLAUS e KLAUS, 1989)

No sono ativo, os olhos do bebê flutuam entre abertos e fechados, vê-se o movimento dos olhos sob as pálpebras. Este estado de sono REM já havia sido observado dentro do útero por Jason Birnholz. No sono ativo aparece movimentação do corpo: ocasionalmente, pernas, braços ou o corpo inteiro. A respiração não é regular e é ligeiramente mais rápida do que no sono tranqüilo. Mesmo estando dormindo, fazem caretas, sorrisos e carrancas e pode aparecer movimento de mastigação ou sucção. (KLAUS e KLAUS, 1989)

Quanto aos movimentos no alerta, sem chorar, por um minuto e um quarto, ele não se move e aí ocorre uma explosão de movimentos. Este ciclo de atividade e serenidade ocorre continuamente a cada um ou dois minutos quando ele está em estado de alerta ativo de consciência; Steven Robertson verificou que o mesmo já ocorria desde a vigésima semana de gestação. Ainda assim há uma diferença nas respostas de acordo com a cultura, grupo racial e uma certa individualidade. (KLAUS e KLAUS, 1989)

O recém-nato espirra cerca de 11 a 12 vezes ao dia, a fim de limpar o nariz. O bebê já é capaz de bocejar, logo após o nascimento. (LINDEN, 1977)
Conversar com seu bebê é fundamental, fale com ele daquilo que você capta que ele está sentindo por telepatia, você verá como ele rirá, pois a língua que você fala ele já aprendeu dentro do útero desde o quinto mês de gestação. Experimente e desfrute.
Fonte: Ciência do Início da Vida.