Cesárea pode prejudicar formação do sistema imunológico dos bebês, apontam pesquisas.


É nos primeiros instantes de vida do bebê que se dá a principal fase de maturação do sistema imunológico. Assim que sai do útero, ele entra em contato com os micro-organismos que vão ensinar esse sistema a identificar quais são bem-vindos ao corpo e quais devem ser combatidos. Essa etapa de construção do sistema de defesa do corpo só se dá uma vez e se estabelece para o resto da vida do indivíduo.

Vale ressaltar que apenas 10% dos cerca de 100 trilhões de células do nosso corpo são células humanas. Os outros 90% são micro-organismos, principalmente bactérias. Elas habitam o nosso intestino, boca, estômago, nariz, garganta, pele, aparelho respiratório e genital e exercem funções vitais como a proteção contra doenças e metabolização de nutrientes. 

A relação entre a via de parto e essas doenças é tema de um documentário que foi lançado mundialmente no último dia 20. Os cientistas que deram seus depoimentos no longa-metragem “Microbirth” fazem um alerta quanto aos impactos na saúde da humanidade com a degradação contínua do ecossistema microbiológico.

Segundo essa tese, o aumento gradativo no número de pessoas com doenças como asma, câncer, obesidade, diabetes e alergias chegará, dentro de poucos anos, a um limite insustentável, inclusive financeiro. Em relação à saúde, estaríamos à beira de uma crise mundial.

Os especialistas consultados no filme explicam que a qualidade do microbioma, ou seja, dessa comunidade de micro-organismos que compartilham do mesmo espaço corporal, pode influenciar a predisposição do indivíduo a determinadas doenças e relacionam essa vulnerabilidade à via de parto.

“Quando a criança nasce por parto vaginal, ela já começa a ter contato com essa microbiota materna no canal do parto. A criança vai deglutir, aspirar e entrar em contato pela pele com essas bactérias. Isso vai criar uma carga de bactérias iniciais que vão determinar o rumo dessa microbiota, como ela vai ser estabelecida. E a gente sabe que nessa microbiota materna estão bactérias promotoras da saúde”, afirma a doutora Carla Taddei, do Laboratório de Microbiologia Clínica da Universidade de São Paulo. 

De outra forma, ao nascer via cesárea, o bebê perde o contato com as bactérias vaginais. É levado imediatamente para longe da mãe para receber os primeiros cuidados e entra em contato com as bactérias do ambiente hospitalar. “Se neste primeiro momento, as bactérias que chegam nessas mucosas são as que não vão promover a saúde e se estabelecem isso vai ter impactos na saúde deste indivíduo”, explica a doutora Carla.

Segundo ela, o nascimento não é determinante, mas existem trabalhos científicos que fazem ligação entre essa colonização inicial e males como obesidade, diabetes e doença celíaca: “A gente sabe que os adultos diabéticos têm um grupo de bactérias que têm um envolvimento com a diabetes. As pessoas obesas também têm um grupo de bactérias que se envolvem com a obesidade. Inflamações intestinais, doenças intestinais crônicas, câncer e até autismo têm a ver com a microbiota”.

Para reduzir esses impactos, além de promover o nascimento por via vaginal, a doutora Carla Taddei recomenda adotar o aleitamento exclusivo até os seis meses de vida, alimentação saudável e nutritiva principalmente antes dos dois anos da criança (quando a microbiota se estabelece), evitar antibióticos o máximo possível e permitir que a criança brinque no chão e em contato com antígenos do ambiente.

“Quanto mais estéril o ambiente em que a criança viver, menos condições ela terá do sistema imunológico reconhecer o que são os antígenos. Então, futuramente, o organismo dela vai identificar as partículas como estranhas e vai responder contra, o que causa alergias, problemas respiratórios e atópicos. Já as crianças que vivem em ambientes ricos em antígenos aprendem a lidar com eles e vão ter menor probabilidade de desenvolver doenças alérgicas”, diz.

Sobre o documentário

“Microbirth” é uma produção independente de Alto Films Ltd e foi produzido e dirigido pelo casal de cineastas britânicos Toni Harman e Alex Wakeford. Seu filme anterior, “Freedom For Birth”, foi lançado em mais de 1.100 exibições públicas em 50 países em 2012.

Fonte: Portal EBC.

A sociedade no parto esquece que são mamíferos-Dr.Michel Odent.

  

Pioneiro na revolução obstétrica-Obstetra francês Michel Odent:

“A tecnologia é aliada do homem na Medicina, mas faz com que alguns instintos sejam deixados de lado. Para o obstetra francês Michel Odent, o aparato tecnológico está tornando os partos menos eficazes.

Ele defende a “mamiferização” do parto, que é como chama o conjunto de ações que fazem com que o nascimento respeite as condições inatas da mulher. Quanto mais máquinas, especialistas por perto e iluminação, menor a segurança da mulher no momento em que ela precisa estar tranquila para dar à luz, diz Odent.
O bebê deveria ficar com a mãe assim que nasce e ser amamentado na primeira hora de vida. Sempre lembrando que somos animais, o obstetra fala sobre a fisiologia do parto, sobre os hormônios e substâncias ligadas ao nascimento e ao medo, que podem causar dor.
Entendo o parto humanizado de uma maneira diferente. É preciso redescobrir o nascimento, libertar-se de tudo quanto é crença e ritual milenar ou cultural, eliminando o que é especificamente humano. A começar pela linguagem, que é o método humano de comunicação.
É preciso satisfazer as necessidades universais específicas de mamíferos, como, por exem­­­plo, ter segurança. Na floresta, se uma fêmea está para ter um filhote e percebe que há um predador por perto, vai liberar adrenalina, essencial em uma situação de emergência na necessidade de partir para a luta.
Essa adrenalina vai bloquear o parto, postergar o nascimento. A segurança é uma necessidade básica para qualquer mamífero. Outra necessidade básica é não se sentir observado.
Então, mais do que humanizar o parto, é preciso “ma­­­­miferizar” o nascimento e por isso essa expressão parto hu­­­manizado não tem o mesmo sig­­­­nificado para mim. Humanizar é usar um número grande de ferramentas, é a cesária.”

Fonte: Gazeta do Povo. @gazetadopovo 

http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/maternidade/menos-adrenalina-e-mais-ocitocina-no-parto/

Quer uma gestação e parto saldáveis ? Sou Doula. Posso te ajudar. 

  

Fui tentante, gestante e agora sou Doula – RJ; graduanda e pós-graduanda em psicologia.
Como doula procuro identificar com a gestante as suas crenças e medos em relação ao parto, possibilitando em conjunto diminuir estressores e o medo do desconhecido da gestação ao pós-parto que são os grandes responsaveis pela inibição ou não do trabalho de parto e de outras complicações. 

Descomplicando o emocional para a gestação saudavel e parto conscientes, propicia facilitar o organismo a exercer seu funcionamento sem intervenções e problemas. 

Informar, conscientizar a gestante e familiares para que você possa construir da maneira que você quer a historia do nascimento do seu bebê.  

Como doula presto apoio emocional e utilizo métodos não farmacológicos para alivio das dores (tenho bola, rebozo, essências e óleos a escolher a fragrância que mais agrada – as essências possuem poder fitoterápico). Procuro ser uma facilitadora no momento mais importante da sua vida e família. 

A Doula serve a mulher. Servir para sua felicidade, para o seu sonho, você merece sonhar e ninguém deve roubar seus sonhos, seus desejos. Criar expectativas demais pode ser ruim, mas alguém tirar de você o que pode ser construído é pior ainda. 
Vc é capaz! O corpo é seu! O parto é seu! 

Posso ser sua Doula!  

Minha função é instruir a gestante e seus envolvidos de forma mais completa possível.
**sou uma Doula que pariu de forma natural – parto fisiológico em casa (parto domiciliar assistido), sem intervenções, sem toques de dilatação, sem nada desnecessário, parir é uma necessidade fisiológica do corpo feminino, parir é natural. 

Mudei de ideia de parto hospitalar para parto domiciliar com 33 semanas de gestação foi a melhor decisão da minha vida. Tenho experiência, sei como é parir de forma natural e possuo conhecimentos que ajudam no atendimento a mulher e a família envolvidos no nascimento.
Contato: quiteriachagasdoula@gmail.com