2 anos após meu parto domiciliar.

Minha filha faz 2 anos. Nasceu em casa tudo tão simples e natural.


https://www.facebook.com/dagestacaoaoposparto/posts/1310837415632176 
Fui tentante, gestante e agora mãe. 

O primeiro olhar, encontro inesquecível. Vivemos tantas coisas, ela me ensinou nessa jornada desconstruir medos, mitos, tabus sobre parto…descobri tanta coisa que ninguém faz parto por nós, e sim, nós é que fazemos tudo se encontramos equipe atualizada que saiba que só devem prestar assistência e intervir somente quando necessário e não enganar, criar intervenções desnecessárias. 

Ela me fez buscar bases científicas saber que tem todo um sistema baseado em práticas equivocadas que vão contra a ciência atual e a natureza. 

A super empoderada me empoderou, transmitiu todo seu poder pra mim, meu marido e nossa família. 

Gestar, parir, criar filhos é um processo constante de contra cultura, quebra de controle, enfrentar suas raízes existenciais, inconsciente e consciente, transformações, lançar-se, permitir ao novo, ao acaso, ao desprendimento, descontrole de uma sociedade movida a controle de corpos, mente…

Controle que aprisiona, que é altamente lucrativo, é a oficina do medo, que nos priva de entrar em contato com nossa existência, com a naturalidade do ser, da vida. 

Parto não é só dor, parto transcende a dor (sendo bem assistido pela equipe) propicia a maior emoção, prazeres já vividos um êxtase indescritível pra todos que participam deste fenômeno. 

Minha filha me ensinou que parto é uma necessidade psicofisiológica do corpo feminino, que nossa luta vale por toda vida, que o impossível não existe, a nossa mente é que limita; mas cabe a nós quebrar as limitações. Sim, nós podemos! 

Hoje sou Doula, presto assistência às mulheres e suas famílias no período da gestação ao pós parto com orientações, tento ser facilitadora em seus partos com sua equipe de saúde, uma forma de ajudá-las a conseguir que seus desejos sejam alcançados, tentando reduzir traumas e danos com informação e acolhimento. 

Um dia farei um livro sobre tudo isto. Parabéns filha por me transformar em mãe, mulher, Doula e futura psicóloga.

Te amo😍

——–

Elena – 11/05/2015

Parto domiciliar planejado.

Enfermeira Obstétrica Marcella Pereira

Ass.Enfermeira Obstétrica 

Doula Gabriela Prado

Foto Valéria Ribeiro 

Nasceu de 41 e 3 dias (sem indução para parto, esperamos o tempo dela – quebrando o mito de que passou de 41 tem que induzir – , sem toques para verificar dilatação que são desnecessários, somente auscultando seus batimentos cardíacos e tendo a melhor equipe que propicia assistência ao parto sem intervir de forma desnecessária). 

3,800kg – 52 cm

Nasceu na banheira de casa com mais de duas voltas de circular do cordão umbilical no pescoço (quebrando o mito do cordão assassino no pescoço que enforca bebês, ele não enforca bebês, e deixam eles roxos; mas todos eles nascem roxos é natural pelo fluxo sanguíneo, depois a cor muda). 
Mais um parto de inúmeros que quebram mitos, que surjam mais mulheres, pais, familiares, e profissionais de saúde que consigam buscar infomação, desconstruir as velhas traumáticas histórias culturais sobre parto que foram baseadas em práticas incorretas; para mudar práticas, propiciando com que o início da vida ocorra de maneira menos traumática, sem violência. 

Quando ela nasceu após um tempo meu marido impressionado e encantado conversando comigo disse, que nunca imaginou ser tão natural e tão simples; e completou, porque complicamos tanto, é a nossa mente a compiladora com todas as informações da nossa cultura, da sociedade que ouvimos desde pequenos que provoca uma poluição mental a tal ponto que bloquei as possibilidades naturais do nosso corpo de agir, travando tudo.

A mudança na forma de nascer refletirá em toda sociedade; uma experiência no início da vida reduzindo danos, traumas psíquicos e físicos é essencial para a vida de todos envolvidos.

Amamentação melhora desempenho cerebral, diz estudo.

Um novo estudo, que acompanhou 180 lactentes pré-termo do nascimento até a idade de sete anos, descobriu que bebês que foram alimentados com mais leite materno durante os primeiros 28 dias de vida tiveram maiores volumes de certas regiões do cérebro a termo equivalente, e tinham melhores QI , desempenho acadêmico, memória de trabalho e função motora. Os resultados foram publicados online no Journal of Pediatrics.
“Os nossos dados suportam as recomendações atuais para o uso de leite materno para alimentar bebês prematuros durante a sua unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) hospitalização. Isto é importante não só para as mães, mas também para hospitais, empregadores e amigos e membros da família, para que eles possam prestar o apoio que é necessário durante este tempo quando as mães estão sob estresse e trabalhando tão duro para produzir leite para seus bebês “, diz Mandy Brown Belfort, MD, um pesquisador e médico no Departamento de recém-nascido Medicina no Hospital Brigham and Women e principal autor .

Os pesquisadores estudaram crianças nascidas antes de 30 semanas de gestação que foram inscritos no infantil vitoriana estudos do cérebro corte 2001-2003. Eles determinaram o número de dias que os bebês receberam leite materno como mais do que 50 por cento dos da sua ingestão nutricional do nascimento aos 28 dias de vida. Além disso, os investigadores examinaram os dados relativos aos volumes regionais cerebrais medidas por ressonância magnética (MRI) na idade equivalente termo de cada bebê e aos sete anos de idade, e também olhou para parte cognitiva (QI, leitura, matemática, atenção, memória de trabalho, a linguagem, visual percepção) e testes motor em sete anos de idade.
Os resultados mostram que, atravessando todos os bebês, crianças que receberam leite predominantemente de mama em mais dias durante a sua hospitalização NICU teve maior volume de profunda nuclear massa cinzenta, uma área importante para o processamento e transmissão de sinais neurais para outras partes do cérebro, na idade equivalente prazo e por sete anos, tiveram melhor desempenho no QI, matemática, testes de memória de trabalho e função motora. No geral, a ingestão de mais leite humano está correlacionado com melhores resultados, inclusive maiores volumes cerebrais regionais no equivalente prazo e melhores resultados cognitivos aos 7 anos.
“Muitas mães de bebês prematuros têm dificuldade em fornecer leite materno para seus bebês, e precisamos trabalhar duro para garantir que essas mães têm os melhores sistemas possíveis de apoio no local para maximizar a sua capacidade de satisfazer as suas próprias metas de alimentação. Também é importante notar que há muitos fatores que influenciam o desenvolvimento de um bebê, com o leite materno ser apenas um “, diz Belfort.
Os pesquisadores observam algumas limitações no estudo, incluindo a que foi observacional. Embora ajustados para fatores tais como diferenças na escolaridade materna, alguns dos efeitos poderiam ser explicados por outros fatores que não foram medidos, tais como um maior envolvimento materno em outros aspectos de cuidados com o bebê.
Belfort acrescenta que estudos futuros, utilizando outras técnicas de ressonância magnética poderiam fornecer mais informações sobre as formas específicas em que a ingestão de leite humano podem influenciar a estrutura e função do cérebro. O trabalho futuro também é necessário para desvendar o papel da amamentação de outros tipos de cuidados maternos e carinho sobre o desenvolvimento do cérebro do bebê prematuro e não prematuro.

Cesárea pode prejudicar formação do sistema imunológico dos bebês, apontam pesquisas.


É nos primeiros instantes de vida do bebê que se dá a principal fase de maturação do sistema imunológico. Assim que sai do útero, ele entra em contato com os micro-organismos que vão ensinar esse sistema a identificar quais são bem-vindos ao corpo e quais devem ser combatidos. Essa etapa de construção do sistema de defesa do corpo só se dá uma vez e se estabelece para o resto da vida do indivíduo.

Vale ressaltar que apenas 10% dos cerca de 100 trilhões de células do nosso corpo são células humanas. Os outros 90% são micro-organismos, principalmente bactérias. Elas habitam o nosso intestino, boca, estômago, nariz, garganta, pele, aparelho respiratório e genital e exercem funções vitais como a proteção contra doenças e metabolização de nutrientes. 

A relação entre a via de parto e essas doenças é tema de um documentário que foi lançado mundialmente no último dia 20. Os cientistas que deram seus depoimentos no longa-metragem “Microbirth” fazem um alerta quanto aos impactos na saúde da humanidade com a degradação contínua do ecossistema microbiológico.

Segundo essa tese, o aumento gradativo no número de pessoas com doenças como asma, câncer, obesidade, diabetes e alergias chegará, dentro de poucos anos, a um limite insustentável, inclusive financeiro. Em relação à saúde, estaríamos à beira de uma crise mundial.

Os especialistas consultados no filme explicam que a qualidade do microbioma, ou seja, dessa comunidade de micro-organismos que compartilham do mesmo espaço corporal, pode influenciar a predisposição do indivíduo a determinadas doenças e relacionam essa vulnerabilidade à via de parto.

“Quando a criança nasce por parto vaginal, ela já começa a ter contato com essa microbiota materna no canal do parto. A criança vai deglutir, aspirar e entrar em contato pela pele com essas bactérias. Isso vai criar uma carga de bactérias iniciais que vão determinar o rumo dessa microbiota, como ela vai ser estabelecida. E a gente sabe que nessa microbiota materna estão bactérias promotoras da saúde”, afirma a doutora Carla Taddei, do Laboratório de Microbiologia Clínica da Universidade de São Paulo. 

De outra forma, ao nascer via cesárea, o bebê perde o contato com as bactérias vaginais. É levado imediatamente para longe da mãe para receber os primeiros cuidados e entra em contato com as bactérias do ambiente hospitalar. “Se neste primeiro momento, as bactérias que chegam nessas mucosas são as que não vão promover a saúde e se estabelecem isso vai ter impactos na saúde deste indivíduo”, explica a doutora Carla.

Segundo ela, o nascimento não é determinante, mas existem trabalhos científicos que fazem ligação entre essa colonização inicial e males como obesidade, diabetes e doença celíaca: “A gente sabe que os adultos diabéticos têm um grupo de bactérias que têm um envolvimento com a diabetes. As pessoas obesas também têm um grupo de bactérias que se envolvem com a obesidade. Inflamações intestinais, doenças intestinais crônicas, câncer e até autismo têm a ver com a microbiota”.

Para reduzir esses impactos, além de promover o nascimento por via vaginal, a doutora Carla Taddei recomenda adotar o aleitamento exclusivo até os seis meses de vida, alimentação saudável e nutritiva principalmente antes dos dois anos da criança (quando a microbiota se estabelece), evitar antibióticos o máximo possível e permitir que a criança brinque no chão e em contato com antígenos do ambiente.

“Quanto mais estéril o ambiente em que a criança viver, menos condições ela terá do sistema imunológico reconhecer o que são os antígenos. Então, futuramente, o organismo dela vai identificar as partículas como estranhas e vai responder contra, o que causa alergias, problemas respiratórios e atópicos. Já as crianças que vivem em ambientes ricos em antígenos aprendem a lidar com eles e vão ter menor probabilidade de desenvolver doenças alérgicas”, diz.

Sobre o documentário

“Microbirth” é uma produção independente de Alto Films Ltd e foi produzido e dirigido pelo casal de cineastas britânicos Toni Harman e Alex Wakeford. Seu filme anterior, “Freedom For Birth”, foi lançado em mais de 1.100 exibições públicas em 50 países em 2012.

Fonte: Portal EBC.

Novo canal You Tube sobre Gestação ao Pós Parto.

O site agora tem voz, estaremos mais próximos no novo canal do You Tube sobre assuntos da gestação ao pós parto.

Confira o novo vídeo que fala sobre Parto Natural e minha experiência sobre o assunto:

DOULA AGORA É LEI NO RJ! Direito da mulher e família.

  

AGORA É OFICIAL! DOULA É LEI !  GOVERNADOR DO RJ ASSINOU !      DOULAS ESTÃO PERMITIDAS A ATUAR EM TODAS AS MATERNIDADES E HOSPITAIS PÚBLICOS E PRIVADOS DO ESTADO DO RJ QUANDO A PARTURIENTE SOLICITAR.

Muito feliz por fazer parte disso, na militância como Doula, cidadã e fazendo parte da equipe de trabalho na diretoria da Associação das Doulas do Rio de Janeiro agradeço ao Governador em Exercício Francisco Dornelles e ao nosso governador Luiz Fernando Pezão, ao deputado Edson Albertassi da liderança do governo, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e um dos autores da lei. 

Aos deputados autores da lei: Luiz Paulo, Chiquinho da Mangueira, André Lazaroni, Carlos Minc, Jorge Felippe Neto e Rogério Lisboa; ao grande autor da Lei Deputado Dr. José Luiz Nanci, e a todos deputados da Alerj que aprovaram com unanimidade. 

Agradecemos a Defensoria Publica do RJ, ao Nuden.

Agradecimento absoluto a todas as gestantes, doulas, familiares q lutaram conosco em atos, manifestações, liminares judiciais…

  
As Doulas apoiamos emocionalmente as mulheres da gestação até o Pós parto, orientamos sobre todo esse processo de transformação em sua vida e caso tenha, orientamos sobre a vida casal nessa fase, conscientizamos sobre os tipos de parto, seus procedimentos, benefício e riscos para que faça escolhas conscientes. 

Utilizamos métodos não farmacológicos de alívio nas dores além de massagens específicas na hora do parto, existem e ensinamos as posições mais favoráveis, tem um tecido Rebozo que utilizamos essa técnica mexicana para fazer massagem descomprimir a pelve, podendo melhorar o oposicionamento do bebê….Durante o trabalho de parto ajuda muito, além de trabalharmos para diminuir medos, que são maiores inibidores do trabalho de parto, através da informação podemos ajudar. 

Orientamos nos cuidados com bebê e na amamentação.

Na Europa existem muitas, nos países onde possuem humanização do parto que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde, aprovam e recomendam nosso trabalho. 

A Lei: https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=324914

A sociedade no parto esquece que são mamíferos-Dr.Michel Odent.

  

Pioneiro na revolução obstétrica-Obstetra francês Michel Odent:

“A tecnologia é aliada do homem na Medicina, mas faz com que alguns instintos sejam deixados de lado. Para o obstetra francês Michel Odent, o aparato tecnológico está tornando os partos menos eficazes.

Ele defende a “mamiferização” do parto, que é como chama o conjunto de ações que fazem com que o nascimento respeite as condições inatas da mulher. Quanto mais máquinas, especialistas por perto e iluminação, menor a segurança da mulher no momento em que ela precisa estar tranquila para dar à luz, diz Odent.
O bebê deveria ficar com a mãe assim que nasce e ser amamentado na primeira hora de vida. Sempre lembrando que somos animais, o obstetra fala sobre a fisiologia do parto, sobre os hormônios e substâncias ligadas ao nascimento e ao medo, que podem causar dor.
Entendo o parto humanizado de uma maneira diferente. É preciso redescobrir o nascimento, libertar-se de tudo quanto é crença e ritual milenar ou cultural, eliminando o que é especificamente humano. A começar pela linguagem, que é o método humano de comunicação.
É preciso satisfazer as necessidades universais específicas de mamíferos, como, por exem­­­plo, ter segurança. Na floresta, se uma fêmea está para ter um filhote e percebe que há um predador por perto, vai liberar adrenalina, essencial em uma situação de emergência na necessidade de partir para a luta.
Essa adrenalina vai bloquear o parto, postergar o nascimento. A segurança é uma necessidade básica para qualquer mamífero. Outra necessidade básica é não se sentir observado.
Então, mais do que humanizar o parto, é preciso “ma­­­­miferizar” o nascimento e por isso essa expressão parto hu­­­manizado não tem o mesmo sig­­­­nificado para mim. Humanizar é usar um número grande de ferramentas, é a cesária.”

Fonte: Gazeta do Povo. @gazetadopovo 

http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/maternidade/menos-adrenalina-e-mais-ocitocina-no-parto/

Quer uma gestação e parto saldáveis ? Sou Doula. Posso te ajudar. 

  

Fui tentante, gestante e agora sou Doula – RJ; graduanda e pós-graduanda em psicologia.
Como doula procuro identificar com a gestante as suas crenças e medos em relação ao parto, possibilitando em conjunto diminuir estressores e o medo do desconhecido da gestação ao pós-parto que são os grandes responsaveis pela inibição ou não do trabalho de parto e de outras complicações. 

Descomplicando o emocional para a gestação saudavel e parto conscientes, propicia facilitar o organismo a exercer seu funcionamento sem intervenções e problemas. 

Informar, conscientizar a gestante e familiares para que você possa construir da maneira que você quer a historia do nascimento do seu bebê.  

Como doula presto apoio emocional e utilizo métodos não farmacológicos para alivio das dores (tenho bola, rebozo, essências e óleos a escolher a fragrância que mais agrada – as essências possuem poder fitoterápico). Procuro ser uma facilitadora no momento mais importante da sua vida e família. 

A Doula serve a mulher. Servir para sua felicidade, para o seu sonho, você merece sonhar e ninguém deve roubar seus sonhos, seus desejos. Criar expectativas demais pode ser ruim, mas alguém tirar de você o que pode ser construído é pior ainda. 
Vc é capaz! O corpo é seu! O parto é seu! 

Posso ser sua Doula!  

Minha função é instruir a gestante e seus envolvidos de forma mais completa possível.
**sou uma Doula que pariu de forma natural – parto fisiológico em casa (parto domiciliar assistido), sem intervenções, sem toques de dilatação, sem nada desnecessário, parir é uma necessidade fisiológica do corpo feminino, parir é natural. 

Mudei de ideia de parto hospitalar para parto domiciliar com 33 semanas de gestação foi a melhor decisão da minha vida. Tenho experiência, sei como é parir de forma natural e possuo conhecimentos que ajudam no atendimento a mulher e a família envolvidos no nascimento.
Contato: quiteriachagasdoula@gmail.com

O bebê e seu objeto de transição. Saiba o que é.

  
Minha filha escolheu seu objeto transicional, minha camisola c/cheirinho de afeto e de sua última mamada. Todo bebê segundo a psicologia c/teórico Donald Winnicott (pediatra e psicanalista Inglês) escolhe um objeto de transição entre a realidade externa e seu mundo subjetivo-interno. 
Este objeto é importante p/construção psíquica do bebê, não deve ser imposto, lavado, tirado de suas mãos, isto provoca sérios traumas q refletem na fase infantil, adolescente, adulta… Q geralmente necessitarão de psicólogo p/ajudar nessas marcas da fase bebê. 

O objeto é importante porq quando a mãe, sair do estado de maternagem (qd fica totalmente voltada ao bebê, q é importante essa fase de simbiose mãe-bebê), qd ela sair cria um afastamento entre ela e o bebê, mostra aquilo que não é ele (desiludindo o bebê), possibilita a constituição de uma área intermediária da experiência, a da transicionalidade. 

Nessa área, na qual o bebê começa a constituir sua subjetividade no sentido de perceber-se como si-mesmo,o relacionamento começa a acontecer c/um objeto transicional. P/Winnicott, objeto transicional é a primeira posse não eu. 

No decorrer do desenvolvimento psíquico normal, a adaptação ativa q a mãe propicia, procurando atender às necessidades q variam de acordo c/as diferentes etapas do desenvolvimento,nutre o potencial criativo da criança. O amor e a compreensão proporcionam a identificação da mãe às necessidades do bebê, a ponto de ela fornecer-lhe algo além do alimento,q é a possibilidade de usar criativamente seu potencial p/alucinar o seio provedor. 

No princípio, a criança tem uma ilusão de onipotência, vivenciando o seio como sendo parte do seu próprio corpo. Mas, uma vez alcançada esta onipotência ilusória, a mãe deve idealmente, ir desiludindo a criança, pouco a pouco (respeitando seu ritmo), fazendo c/q o bebê adquira a noção de q o seio é uma “possessão”, no sentido de um objeto, mas q não é ele (“pertence-me, mas não sou eu”). 

A repetição dessa experiência desencadeia a habilidade do bebê de usar o recurso da ilusão, sem a qual é impossível o contato entre a psique e o meio ambiente. Isso permite q o bebê construa, nesse espaço de ilusionamento propiciado pela mãe, um objeto q o console e lhe dê conforto: o objeto transicional. 

Permitam q os bebês escolham seus objetos de transição, aquele lençol velho sujo, o boneco, Ursinho….qualquer objeto q não quer largar, não reprienda, não bata, não brigue, não arraque de suas mãos, não lave, não destrua, não tome posse…reações violentas criam sujeitos violentos; a violência é aprendida.

 Permita q o bebê se expresse pela sua saúde mental e psicomotora; isto é essencial – informação de utilidade pública.

Todos na Votação de Lei na ALERJ que autoriza Doulas nos Hospitais!  

  
TODOS NA ALERJ !!! EU VOU !!!

Dia 17/ 05 / 2016 (terça) as 13h.

Local: Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro – Centro do RJ 

Votação p/aprovar a Lei das Doulas que permite exercer seu trabalho nos hospitais ! 

A luta está valendo a pena, chegou a tão sonhada hora, Doula agora é piso salarial do Estado, só falta aprovarem essa Lei, juntos somos mais fortes! 

A favor da assistência e atendimento humanizado, ajuda emocional e em métodos não farmacológicos para alívio da dor, diminuir estressores…. 

A Doula não faz parto, ela faz parte! 

Por tratamento digno da gestação ao Pós parto na construção dos sujeitos, isso reflete em toda sociedade!
Sociedade presente ! 

Todos presentes, homens, mulheres, gays, grávidas, bebês, crianças, idosos…vamos lotar a Alerj! 

Você é Doula no RJ? Junte-se a nós! 

Juntas somos mais fortes!

Apoia e admira nosso trabalho? 

Informe-se e entre na nossa página da Associação de Doulas do RJ: 

https://m.facebook.com/associacaodedoulasdorj/

APRENDENDO A COMUNICAÇÃO COM O BEBÊ.

  

Quando um bebê nasce ele tem uma linguagem própria. A mãe precisa aprender esta linguagem, quanto mais ela aprende que tais ou tais gestos representam isto ou aquilo, a criança precisa chorar menos como meio de comunicação. (BRAZELTON, 2010). Na verdade, a mãe presente e atenta ao filho em 3 meses aprende a linguagem dele. Esta comunicação fluente vai gerar uma criança confiante e tranquila, usando seu desenvolvimento cerebral ao máximo, pois não consome energia com irritação, medo e raiva. Quanto mais entendimento entre mãe e filho há, mais energia psíquica para pleno desenvolvimento cerebral e físico. Lembrar que até o primeiro ano 70% do cérebro que teremos na vida está pronto.

Para falar com seu bebê de alma para alma, para fazê-lo entender algo que está problemático na família, pois com o não dito ele acaba adoecendo, aprenda a conversar com seu filho na fase REM, veja abaixo como reconhecer.
Esse e outros temas sobre nascimento e início da vida no congresso gratuito de 23 a 29 de março, inscrições: http://vivalem.com.br/cinciv/?bv=6100689809833984 
Estados de Consciência – Ciclos
Em 1960 cientistas começaram a identificar que o cérebro dos recém-nascidos era desenvolvido além de um nível primitivo. Peter Wolff, psiquiatra infantil em Boston, trabalhou em lares com bebês recém-nascidos. Ele sentava-se demoradamente, discretamente, registrando cada ação dos bebês, acordados e adormecidos. Independentemente, Heinz Prechtl fez estudos semelhantes em Groningen, na Holanda, mas acrescentou registros da freqüência cardio-respiratória e ondas cerebrais. (KLAUS e KLAUS, 1989)
Reunindo os achados, os dois cientistas organizaram suas informações e descobriram a atividade cerebral do recém-nato. Eles perceberam que existiam seis estados de consciência diferentes, de acordo com o grau de vigília ou sono do bebê. Dois estados de sono: sono tranqüilo e sono ativo; três estados de alerta: inatividade alerta, alerta ativo, e choro; e um sexto estado que é o de torpor, uma transição entre sono e vigília. Cada um destes estados é acompanhado por comportamentos específicos e individuais. (KLAUS e KLAUS, 1989)
No estado de inatividade alerta, os olhos estão totalmente abertos, luminosos e brilhantes, neste estado os recém-nascidos conseguem brincar. Podem seguir uma bola vermelha, selecionar figuras e até imitar a face da mãe. Logo após o nascimento, os bebês têm um período prolongado de inatividade alerta, durante os quais eles olham diretamente para a face e para os olhos da mãe e do pai e podem responder a vozes. Neste estado, a atividade motora está suprimida e toda a energia do bebê parece estar canalizada para ver e ouvir. Durante a primeira semana de vida, o bebê normal passa aproximadamente dez por cento de qualquer das 24 horas do dia neste estado, o que lhe permite captar muita coisa e ter condições de se adaptar ao ambiente. (KLAUS e KLAUS, 1989)
Durante o estado de alerta ativo, ocorrem movimentos mais freqüentes dos olhos; os olhos olham em torno e os bebês emitem alguns sons. Este estado aparece antes de se alimentar ou quando ele está inquieto além de surgirem movimentos a cada um ou dois minutos: braços, pernas, corpo, face. (KLAUS e KLAUS, 1989)
O estado de choro, que é uma forma de comunicação, indica fome ou desconforto: os olhos podem estar abertos, ou firmemente fechados, a face contorcida e vermelha, braços e pernas movem-se vigorosamente. Muitas mães conseguem alterar este estado, segurando os bebês, acariciando-os, colocando-os no colo, na vertical. (KLAUS e KLAUS, 1989)

No estado de torpor, quando o bebê está adormecendo, ele pode continuar a mover-se, sorrindo, franzindo as sobrancelhas ou mexendo os lábios. O olhar está apático, sem focalizar nada. As pálpebras pendem e antes de fechá-las os olhos podem girar para cima. (KLAUS e KLAUS, 1989)
Logo após o nascimento, o bebê dorme aproximadamente 90% do dia ou da noite; frequentemente adormece durante a amamentação. Metade deste período de sono é passado em sono ativo e a outra metade em sono tranqüilo; estes estados se alternam a cada 30 minutos. (KLAUS e KLAUS, 1989)

No sono tranqüilo, a face do bebê está relaxada e as pálpebras estão fechadas e imóveis. Não há movimentos do corpo, exceto raros sobressaltos e movimentos leves da boca. Ele está em total repouso e a respiração é muito regular. (KLAUS e KLAUS, 1989)

No sono ativo, os olhos do bebê flutuam entre abertos e fechados, vê-se o movimento dos olhos sob as pálpebras. Este estado de sono REM já havia sido observado dentro do útero por Jason Birnholz. No sono ativo aparece movimentação do corpo: ocasionalmente, pernas, braços ou o corpo inteiro. A respiração não é regular e é ligeiramente mais rápida do que no sono tranqüilo. Mesmo estando dormindo, fazem caretas, sorrisos e carrancas e pode aparecer movimento de mastigação ou sucção. (KLAUS e KLAUS, 1989)

Quanto aos movimentos no alerta, sem chorar, por um minuto e um quarto, ele não se move e aí ocorre uma explosão de movimentos. Este ciclo de atividade e serenidade ocorre continuamente a cada um ou dois minutos quando ele está em estado de alerta ativo de consciência; Steven Robertson verificou que o mesmo já ocorria desde a vigésima semana de gestação. Ainda assim há uma diferença nas respostas de acordo com a cultura, grupo racial e uma certa individualidade. (KLAUS e KLAUS, 1989)

O recém-nato espirra cerca de 11 a 12 vezes ao dia, a fim de limpar o nariz. O bebê já é capaz de bocejar, logo após o nascimento. (LINDEN, 1977)
Conversar com seu bebê é fundamental, fale com ele daquilo que você capta que ele está sentindo por telepatia, você verá como ele rirá, pois a língua que você fala ele já aprendeu dentro do útero desde o quinto mês de gestação. Experimente e desfrute.
Fonte: Ciência do Início da Vida.